
S E C O N D E PAR T I E .
De lu Musique de quelques Peuples de l Asie et de l’Europe.
C H A P I T R E PREMIER.
De l'Art musical che£ les Persans ,* Chansons Persanes et 'Turques.
L e s Pe rsan s m é r ite n t a ju s te t i t r e q u e n o u s le s m e t t io n s en p r em iè r e l ig n e ,
e n p a r la n t d e la m u s iq u e d e s p eu p le s d e l’A s ie . Q u o iq u e les g en s de c e t t e n a t io n
s o ie n t e n tre s-gran d n om b r e a u K a i r e , ils n’h a b ite n t p o in t dans c e t t e v i l le des
q u a r tie r s s é p a r é s , p a r c e q u i l s s o n t m u su lm an s ; ils y s o n t r é p a n d u s , c om m e les
h ab itan s d u p a y s m em e , d e to u s c ô t é s : mais le u r c a r a c t è r e les d is tin g u e to u jo u r s
a s se z p o u r q u o n p uisse e n fa ire la d if f é r e n c e ; to u jo u r s g a is , ils s o n t to u jo u r s
p r ê ts à c h a n t e r , e t c h a n te n t a s se z a g r é a b lem e n t . Ils s o n t au x p eu p le s d e l ’A s ie
e t d e 1 A f r iq u e c e q u e les Ita lien s s o n t au x p eu p le s d e l’E u r o p e .
J a d is le s Persanà surp as sèren t to u s le s au tre s p e u p le s d e l’O r i e n t dans le s
s c ie n c e s e t d an s le s ar ts ; a u jo u rd h u i le u r g én ie su p p lé e e n c o r e à c e q u ’ils o n t
p e rd u d e c e c o t e . Na tu reJ leme / it v ifs e t p a s s io n n é s , ils c o n s e r v e n t u n g ra n d
a v a n ta g e sur le s T u r c s e t le s A r a b e s , p a r la finesse e t la su b t ilité d e le u r e s p r it ,
p a r i a fa c ili te d e le u r im a g in a t io n , p a r la d o u c e u r d e le u r la n g u e , p a r les ch a rm e s
d e le u r p o e s ie , e t p a r la d é lic a te s s e d e le u r g o û t p o u r la m u s iq u e . A y a n t é té
le s m aître s des A r a b e s e n c e t a r t , ils o n t le s m êm e s p r in c ip e s , mais ils en fo n t
u n e a p p lic a t io n p lu s h eu reu se .
N o u s a v io n s r eu n i b e a u c o u p d e ch a n s o n s e t d’airs d e d an se T u r c s e t P e r s a n s ,
q u i c e r ta in em e n t a u r o ie n t fa it c o n c e v o i r u n e id é e tr è s - fa v o ra b le du g én ie e t d u
g o u t d e ce s p eu p le s p o u r la m u s iq u e ; mais il n e n o u s e s t re s té q u ’u n e ch a n s o n
T u r q u e en tie r e : le r e s t e , ainsi q u e to u t c e q u e n o u s a v io n s r e c u e ill i d ’o b s e rv a t io n s
su r la. m u s iq u e des I n d i e n s , u n e d o u z a in e d e leu r s ch a n s o n s , a v e c des m an u s c
r it s q u e n o u s r e g r e t to n s d a v an ta g e e n c o r e , s’e s t t r o u v é p o u r r i dans u n e m a lle
o u 1 e au in fe c t e d e la c a le d u v a is seau ( i ) q u i n o u s a v o i t r am en é s d ’É g y p t e e n
F r a n c e , a v o i t p é n é t r é , e t p ro b a b lem e n t s é jo u rn é fo r t lo n g - t em p s ; c a r n o t r e tra v
e r s é e fu t tr è s -d iffic ile e t d u ra plus d e t r o is m o is .
V o i c i la ch a n s o n q u e n o u s a v o n s e u le b o n h e u r d e c o n s e r v e r ; e lle p o u r r a
d o n n e r u n e id e e d e la m é lo d ie s im p le e t g r r ftieu se des au t re s ch a n son s q u e n o u s
a v o n s p e rd u e s .
(i) II y avoit dans ce vaisseau des chevaux dont le plus grand soin de pomper chaque jour, il en restoit
I urine se répandoit dans la cale ; e t , quoiqu’on eût encore assez pour que nos malles y trempassent.
D E L A R T M U S I C A L E N E G Y P T E . 7 5 9
CHAN SO N TU R Q U E , SUR LE RHYTHME RAJAZ ( i ) .
A - se-dy ne - sy neu ba - hâr tchal - dy gui - Iar
sou-bhe - dam A - tchsun bi - zem-dah gun - gle-(z)-muz sa - qy ma - dad :
djâ - me djam (3) hey hey hey hey hey hey hey hey hey.
f
t j L ,
N o u s a v o n s o r th o g r a p h ié les p a ro le s de c e c o u p le t s e lo n la p r o n o n c ia t io n de
l ’e ffèn d y q u i n o u s l’a d ic té : m ais n o u s n e co n n o is s o n s p as assez la b o n n e p r o n o n c
ia t io n d e la lan gu e T u r q u e , p o u r s a v o ir si le s m o t s n o u s o n t é té ren d u s a v e c
l ’a c c e n t le p lu s p u r d e c e t t e la n g u e ; n o u s a v o n s m êm e lie u d’e n d o u t e r , p u isqu e
l e c é lè b r e o r ie n ta lis te M . S ilv e s t r e d e S a c y , à q u i n o u s d e v o n s la t r a d u c t io n
F ran ç a ise su iv an te d u t e x t e , é c r it ain si c e s p a ro le s :
Asady nesymi nev behâr atchildy gullar sobhedam
Atchsoun bijumdeh gungulumu1 sâky madad son djâmi djam.
<« Asady , la rose matinale s’est ouverte au souffle des vents printaniers ; que nos coeurs s ouvrent
» aussi àu-dedans de nous. Échansoii, viens à notre secours en nous présentant la coupe de Djemchid. »
C H A P I T R E II.
De la Musique des Syriens.
E n v a i n n o u s a v o n s c h e r c h é à A le x a n d r ie , à R o s e t t e e t au K a i r e , d e s S y r ien s
m u s ic ien s d e p ro fe s s io n , o u en fin q u e lq u ’un q u i e û t q u e lq u e s n o t io n s p o s it iv e s des
p r in c ip e s e t d e s rè g le s d e la m é lo d ie S y r ien n e ; le seul q u i n o u s a it p a ru a v o ir
une c e r ta in e c o n n o is s a n c c d u ch a n t S y r ia q u e , é to i t un p r ê tr e J a c o b i t e d e c e t t e
n a t io n , e t c ’e s t d e lui q u e n o u s ten o n s c e q u e n o u s a llo n s ra p p o r te r .
L e s S y r ien s n’o n t r ie n é c r i t su r c e t a r t ; ils n ’o n t p o in t n o n p lu s d e liv re s
(,) Ce rhythme se compose de quatre dichorles, (a) Le g de cette syllabe doit se prononcer comme
— _ _ _ U — y : si le chant étoit dans le mot poignéej en sorte qu’on doit prononcer
accompagné d’instrumens à percussion , ce seroit ce gungnlemui.
rhythme qui réglerait ceux qui joueraient de ces ins- (3) Djam est le nom d’un roi Persan,
trumens.