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les Egyptiens conservent leurs dents très-blanches ; ce qui paroît être du à J’ha-
bitude de se laver aux heures d’ablution et après les repas, à la qualité des fruits
qui font leur principale nourriture, et plus encore à l’eau du Nil, leur unique
boisson.
Outre les médicamens simples que les Égyptiens emploient dans les maladies,
tls ont encore un nombre prodigieux de préparations qu’on pourrait regarder
comme médicinales, mais dont ils ne font usage que dans l’état de santé : les unes
sont propres à procurer une ivresse agréable et à exciter aux plaisirs; les autres ont
la propriété de donner beaucoup d’embonpoint; d’autres, enfin, sont destinées à
embellir la peau et toutes les parties du corps. On trouve parmi ces différentes
compositions un plus grand nombre de préparations chimiques et officinales que
parmi leurs médicamens.
i.° Les drogues et les compositions dont les habitans de l’Ëgypte se servent
dans l’intention de se procurer des jouissances réelles ou idéales, sont des opiats
connus dans le pays sous les noms de berch (i), de dyâsmouk (2), de bernâouy (3),
et beaucoup d’autres semblables. Ces opiats sont composés d’ellébore , de feuilles
de chanvre, d opium et de substances fortement aromatiques. C ’est sur-tout avec
de 1 opium et les feuilles de chanvre qu’ils possèdent le secret de préparer des compositions
merveilleuses, propres à procurer, pendant le sommeil, diverses jouissances
imaginaires et telle espèce de rêve qu’on desire. Le mélange de l’ellébore
et des feuilles de chanvre cause une ivresse plus ou moins longue, quelquefois
dangereuse, mais ordinairement gaie et délicieuse. Toutes ces préparations, dont
les habitans des villes et des campagnes font une grande consommation, ne se
trouvent pas chez les droguistes, comme les médicamens simples ; on les débite
clans des boutiques particulières, qui sont très-multipliées dans toutes les villes
de l’Égypte.
Ceux qui composent ces drogues se nomment Ma'goungy (4), du mot Arabe
mdgoun (5) , qui signifie ¿¡ternaire, ou composition officinale. Les Qobtes et les
Juifs font presque seuls cette espèce de commerce ; ce qui porte à croire que
1 usage de ces opiats est très - ancien, et remonte à un temps antérieur à celui des
Arabes. Le plutonium et la thériaqut des Égyptiens se trouvent aussi au nombre
de ces compositions, et ne se prennent également que dans l’état de santé. Les
riches, et généralement les personnes aisées, font un fréquent usage Auphilonium.
Celte substance m’a paru n’être autre chose que l’opium du commerce, purifié et
aromatisé. Us le prennent à la dose de plusieurs grains; ils le jugent propre à réparer
les forces, à dissiper la mélancolie, à donner de la confiance et du courage.
Cest aussi dans cette intention que les ouvriers et les pauvres font usage du berch
et du bernâouy. Ces espèces de drogues exhilarantes sont pour les Orientaux ce
que les liqueurs fèrmentees sont pour les Européens.
La thériaque, qu’ils nomment touryâq cl-kcbyr (6), est à-peu-près la même que
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D E S É G Y P T I E N S i
c e l le q u i se t r o u v e d é c r i t e d an s n o s p h a rm a c o p é e s , s o u s le n om d e thériaque
dAndromaque: e l le n e n d if fè r e q u e d e q u e lq u e s a r t i c le s , e t c o n t i e n t s e u lem e n t d e s
e x c ita n s p lu s a c t i f s . P r o s p e r A l p i n , q u i a d é c r i t le s m é d ic am e n s d e s É g y p t ie n s d i t
q u e le u r th é r ia q u e e s t la m êm e q u e c e l le d ’A n d r o m a q u e , à la q u e l l e ils o n t fa i t
q u e lq u e s c h a n g em e n s . J e s e r a is p lu t ô t p o r t é à c r o i r e q u e la th é r ia q u e d e s É g y p t
i e n s , t e l le q u ils la p r é p a r e n t e n c o r e a u jo u r d ’h u i , n ’a p o in t é t é a l t é r é e ; q u ’e l l e e s t
t r e s - a n c ie n n e , e t q u e c ’e s t d e c e t t e c o m p o s i t io n q u ’A n d r o m a q u e a t i r é sa t h é r
i a q u e , d e v e n u e e n s u ite s i c é l è b r e , à la q u e l l e il a e u s o in d ’a jo u t e r q u e lq u e s
s u b s ta n c e s , e t d e r e t r a n c h e r c e lle s d o n t le t r o p g r a n d u s a g e e û t é t é n u is ib le d an s
t o u t a u t r e c l im a t q u e c e lu i d e l ’E g y p t e .
L e s .É g y p t ie n s f o n t u n g r a n d s e c r e t d e la c o m p o s i t io n d e le u r th é r i a q u e , d o n t
ils se c r o i e n t le s s e u ls p o s s e s s eu r s . J e n e suis p a r v e n u q u ’a v e c b e a u c o u p d e p e in e
a e n o b t e n i r la r e c e t t e d e c e lu i q u i l a p r é p a r e : e l l e d i f f è r e p e u d e c e l l e q u e P r o s p e r
A lp i n a v o u e lu i -m em e n a v o i r o b t e n u e q u ’a v e c b e a u c o u p d e d i f f i c u l t é , e t q u ’o n
t r o u v e a la su ite d e ses O b s e r v a t io n s m é d ic a le s su r l ’É g y p t e .
C e t t e th é r ia q u e p a s s e p o u r a v o i r d e g r a n d e s v e r tu s ; il s’e n fa i t u n c o m m e r c e
c o n s id é r a b le a u K a i r e , o ù o n la p r é p a r e : o n e n p o r t e à l a M e k k e , d an s t o u t e
A i e , a C o n s t a n tm o p l e e t e n B a r b a r ie . L e c h e y k h d e s m a r c h a n d s d ’o p ia t s a
s e u l le d r o i t d e p r é p a r e r la th é r ia q u e . O n la r e n o u v e l le to u s le s an s : e l l e s e fa i t
p u b l iq u em e n t , e n p r e s e n c e d u m é d e c in d u p â c h â d e C o n s t a n t i n o p l e , r é s id a n t a u
K a i r e , d u c h e y k h d e s d r o g u i s t e s , e t d e s p r in c ip a u x d e la v i l le ( 1) . L o r s q u ’e l l e e s t
c o n f e c t io n n e e o n la d é p o s e a u Mâristân (2) , é d i f i c e n a t i o n a l , d e s t in é à r e c e v o i r
le s f o u x , le s v ie illa rd s e t le s m a la d e s in d ig e n s . L e p r o d u i t d e la v e n t e d e c e m é d i c a m
e n t e s t em p lo y é a 1 e n t r e t ie n d e c e t é ta b li s s em e n t p u b l i c . L e lo c a l o ù l ’o n p r é p a r e
u n t r îU e ’ .m a P a t.rU a tV O ir S e rV iaU t r e fo iS J e B B ° ù l ’o n c o n f e c t i o n n o i t
u n p lu g ia n d n om b r e d e m e d ic am e n s . O n y r em a r q u e e n c o r e p lu s ie u r s v a is s e a u x
s em b la b le s a c e u x d o n t o n se s e r t e n E u r o p e p o u r le s g r a n d e s o p é r a t io n s d e c h im ie
e t d e p h a rm a c ie . « C e s v a is s e a u x , d is e n t le s É g y p t ie n s , o n t s e r v i à n o s a ï e u x , q u i
W È È Ê M m ed ÎC am en S PJUS efiîCaCeS | | CCUX d ° n t n o u s n o u s s e r v e s
2 .“ L e s n om b r e u s e s p r é p a r a t io n s d o n t le s h a b ita n s d e l ’É g y p t e f o n t u s a g e d an s
1
I . m e n t io n d a c q u é r i r d e l ’e m b o n p o in t , s o n t p r in c ip a l em e n t r e c h e r c h é e s p a r le s
— n c h e s e t p a r le s i h i a b ita M n s aisé t0r s d e P0Ur s v i l le R s : ils deS a t t SUb“ a c h e n t u n à W g r a n d ÊÊÊÉB
p r ix c e s r a n K a n im a le s d e heu h L e f f h ’ 1 B H h u i le u s c s ’ e t ^ T - e f o i » d e s m a t iè r e s
l Ü fr m e S ' P ° Ur m ,es(ï u e lle ks r e x c « d ’em S 1 b o n B p o in t *e s 381P t u n e p e r f e c t io -
n r e c h e r c h e n t « T 1 b eaUC° Up d ’aU tre s s em b la b l e s , q u ’ils
K M e x t r êm e a v id i t é ; ta n t l ’in f lu e n c e d u c l im a t , e t p e u i t r e
r é d u c a t io n , le s r e n d in s a t ia b le s d e v o lu p t é s e t d e jo u is s a n c e s . C e s
(0 C ’est sans doute d’aurèt . - «
ancienne en E gypte, que la préparation de iT ritéri" E ur0pe’ com m c ° n le voit encore en Italie, en A lle-
est'ensuite devenue solennelle dans plusieurs contrées de ^ U. colIéSe dc Pharmacie à Paris.
É. M. % oU">-
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