
D E L É T A T A C T U E L
ARA R A Y Z ÉMA .
OU TO N D ’A R A R A .Y , POUR LES GRANDES F ÎT E S .
C H A P I T R E V.
De la Musique des Qobtes.
S i l s e to i t c o n s e r v e en E g y p t e q u e lq u e s re s te s d e l ’a n c ie n n e m u s iq u e d e c e
p a y s , d e la q u e lle P la to n n o u s a ta n t v a n té Ja m e rv e ille u s e p e r f e c t io n , n o u s
eus s ions dû les r e t r o u v e r dans les ch a n ts des Q o b t e s , p u isq u e ce s É g y p t ie n s
s o n t in d ig èn e s ; m a i s , q u o iq u ’ils fu s sen t les seuls au x q u e ls il a p p a r t e n o it d e n o u s
tran sm e ttr e u n aussi p r é c ie u x m o n um e n t d e la sagesse d e leu r s a n c ê t r e s , ils o n t
n é g lig é c e t te p r é r o g a t iv e , ainsi q u e to u s leu r s au tre s d ro its . D e p u i s ta n t d e s iè c le s ,
h ab itu é s à se la is ser t r a ite r c om m e d e s é tran g e r s dans le u r p ro p r e p a y s , e t à
v o i r 1 É g y p t e g o u v e r n é e p a r d au tre s lo is q u e le s le u r s , ils s o n t d e v en u s in d iffé ren s
a to u t c e qui p o u r r o i t h o n o r e r le u r p a t r ie . L a cu p id ité e t l ’a v a r ic e , seuls m o b ile s
d e to u t e s leu r s a c t io n s m a in t e n a n t , le s é lo ig n e n t t r o p d e l ’am o u r des s c ien c e s
e t d e s ar ts p o u r q u ’ils s e n te n t e n eu x le m o in d r e d é s ir de s’y d is tin g u e r . A u s s i ,
d e to u s les h ab itan s d e l ’Ë g y p t e , so n t - ils , à q u e lq u e s e x c e p t io n s p r è s , les p lu s ign o -
rans e t le s p lu s s tu p id e s .
I l n e p e u t d o n c y a v o i r g ra n d ’c h o s e à d ir e d e le u r m u s iq u e ; e t c ’e s t p o u r
c e t t e r a is o n , q u a u lie u d e c om m e n c e r p a r e lle e n r e n d a n t c om p t e d e l ’é ta t
(i) Ces paroles sont les mêmes que celles du premier chant sur le mode G U E Z ; on peut y voir le texte et les
notes qui y sont copiés en éthiopien.
a c tu e l d e l ’a r t m u s ica l e n É g y p t e p a rm i les A f r i c a in s , n o u s a v o n s c ru q u ’e lle ne
m é r ito it q u e le d e rn ie r rang.
S i les ch a n ts des Q o b t e s é to ie n t aussi ag réab le s q u ’ils s o n t m o n o to n e s e t
e n n u y e u x , o n p o u r r o i t les c om p a r e r à ce s h ym n e s q u e les an c ien s p rê tre s c h a n -
to ie n t e n l’h o n n e u r d ’O s i r i s , sur les s ep t v o y e l le s . D e m êm e q u e ce s p r ê t r e s ,
les Q o b t e s aussi n ’o n t b e s o in q u e d ’u n e s eu le v o y e l le p o u r ch a n te r q u e lq u e fo is
p en d a n t u n q u a r t d’h e u r e , e t il n ’e s t p as ra re d e le s v o i r p r o lo n g e r p en d a n t plus
d e v in g t m in u te s le u r c h a n t sur le seu l m o t alléluia.
C o m m e to u s leurs ch a n ts r e lig ieu x s’e x é c u t e n t d e c e t t e m a n iè r e , o n d o it
c o n c e v o i r a isém en t p o u r q u o i leu r s o ffic e s s o n t d’u n e lo n g u e u r ex c e s s iv e . A u s s i ce
s e ro it v ra im e n t u n su p p lic e p o u r eu x d’ê tr e o b lig é s d’y a s s is t e r , s u r - to u t n a y an t
la p e rm is s io n n i d e s a s s e o ir ; n i d e s’a g e n o u il le r , n i d e se te n ir en fin au t r em e n t q u e
d e b o u t dans leu r s é g lis e s , s’ils n’a v o ie n t la p r é c a u t io n d e se m u n ir d u n e lo n g u e
b é q u ille ap p e lé e e n a rab e e’kâz ( i ) , q u ’ils p o s e n t sous le u r a is s e lle , p o u r s ap p u y e r
e t se so u te n ir p e n d a n t t o u t c e tem p s . N o u s , q u i p lus ieurs fo is a v o n s assiste a leurs
o f f ic e s , e t q u i , fau te d'e'hâi p o u r n o u s a p p u y e r , é tio n s o b lig é s d e n o u s ad o s se r
c o n t r e u n m u r , n o ù s n ’en s om m e s jam a is so r tis sans a v o ir les jam b e s en g o u rd ie s
d e la s s itu d e , e t sans ê t r e c om m e en iv ré s d ’en n u i.
C e p e n d a n t n o u s n e c r o y o n s p as q u e c e la a i t in flu e sur 1 o p in io n q u e n o u s
a v o n s c o n ç u e d e leü r s c h a n t s , n i qui il s o it in ju s te d e d ire q u e r ie n n e s t plus
in s ign ifian t e t p lu s fa s t id ieu x q u e la m é lo d ie d o n t c e s ch an ts se c om p o s e n t . D a i l leurs
n o u s n e n o u s som m e s pas a r rê té s à la p rem iè re im p re s s ion q u e n o u s e n a v o n s
r e ç u e ; c a r , v o y a n t q u e n o u s n e p o u v io n s réus s ir a com p r e n d r e q u e lq u e c h o s e
à c e t t e m é lo d ie s au v a g e e t s o p o r a t iv e , e t p e rsu ad e s q u e c e la v e n o it d e qu e lq u e s
d is tr a c t io n s causées p a r la s itu a t io n p é n ib le o u n o u s n o u s é t io n s t r o u v e s en 1 e n t
e n d a n t , n o u s p o r tâm e s le z è le e t le c o u r a g e ju sq u ’à fa ire v e n ir c h e z n o u s u n
des p lus h ab ile s ch an teu r s Q o b t e s , p o u r es say er si n o u s p o u r r io n s en fin d ém ê le r
q u e lq u e c h o s e dans les m o d u la t io n s âp re s e t b a ro q u e s d e ce s ch an ts : jn a i s
l ’e x p é r ien c e n e fit qu e c o n f i rm e r 'n o t r e p rem ie r ju g em e n t ; o u p lu tô t la m an iè re
maus sade e t tra în an te d o n t c h a n ta n o t r e Q o b t e , le fo r t ifia e n c o r e d a v an ta g e .
Qobte s’appelle aussi jlC c e’kâ^ megou£, c’est-
à-dire, ehâ^ double, ou crosse double. Ne seroit-ce
point de ce mot Arabe que seroit venu le nom d ’¿chasses
que nous donnons à de longs bâtons, vers le milieu desquels
il y a une espèce d’étrier pour poser le pied, et
dont les habitans des landes de Bordeaux font habituellement.
usage! Cela nous a paru d’autant plus vraisemblable,
que nous avons reconnu dans la langue Arabe un
grand nombre de mots qui, pour la forme matérielle et
pour le sens, ont une parfaite ressemblance avec des mots
de notre langue. Il seroit possible que ceux-ci eussent
été empruntés des premiers historiens des croisades,
comme l’a été le nom de naqaires, par exemple, que
l’on a donné en France aux timbales, vers le quatorzième
siècle; car ce nom vient évidemment de noq-
qâryeh, qui à toujours été, en arabe, le nom du même
instrument. Ce seroit donc là la raison pour laquelle
É. M.
nous trouvons le nom de naqaires donné aux timbales
par Froissart, au premier livre de son Histoire,page iy o ,
où il est dit : « Le roy monta à cheval, et fit monter
»la royne; les barons, les chevaliers, se chevauchèrent
» devers Calais, et entrèrent dedans la ville à foison de
» trompettes, de tambours, de naqaires et de buccines.»
Au liv. IV , page yy, où il s’agit de l’embarquement du
duc de Bourgogne et des Genevois pour une expédition
en Barbarie, on lit encore: « Moult grand beauté et
»plaisance fut d’ouir ces trompettes et ces claronceaux
» retentir et bondir, et aultres menestriers faisant leur
» niestier de pipes, de chalemelles et de naqaires, tant
» que du son et de la voix qui en issoient, en retentissoit
» toute la mer. » Laborde, dans son Essai sur la Musique,
n’a pas défini cet instrument: il n’y a peut-être personne
aujourd’hui en Europe qui sache ce que c’est; nous l’ignorerions
également, si nous n’eussions été à portée, en
Égypte, de faire ce rapprochement.
F f f f f s