
e n t r e t e n u e p a r la m ê m e f o n d a t i o n q u e la c it e r n e : l ’e n s e i g n e m e n t y e s t simultané I
le s é lè v e s a p p r e n n e n t e n m ê m e t e m p s à l i r e e t à é c r ir e . O n c o m p t e tren te-quatreI
p r in c ip a le s c it e r n e s , e n t r e a u t r e s S ib y l e i- S e l y m â n y e h , M a r g o u c h , el-F .ch rofyeh I
e l - G h o u r y , e l S o ü k k â r y e h , e l - A z h a r , e l -M o y e d , A ’b d e l-R a h m â n K y k h y c h , & I
L e s abreuvoirs n e s o n t p a s m o i n s u t ile s à la p o p u l a t i o n , q u i p e u t , e n t o u t temps I
y fa ir e d é s a lt é r e r le s c h e v a u x , lé s â n e s , le s c h a m e a u x e t le s a u t r e s b e stia u x . Ils sont!
é g a le m e n t s o u t e n u s p a r d e s c o l o n n e s e t c o n s t r u it s a v e c lu x e .
O n c o n n o f t a u K a ir e u n e a u t r e e s p è c e d e f o n d a t i o n ; c e s o n t le s tekych o u i
m a is o n s d a n s le s q u e lle s d e s v o y a g e u r s e t d e s m a la d e s r e ç o i v e n t l’h o sp ita lité d u l
l o g e m e n t g r a t u it : m a is il n ’y a q u ’u n s e u l h o s p i c e p r o p r e m e n t d i t , c ’e s t le Moristân.1
O n y e n t r e t i e n t v i n g t l i t s , e t l ’o n y a d m e t le s a lié n é s .
L e s ponts s o n t n o m b r e u x , t a n t s u r l e c a n a l q ü i t r a v e r s e la v i l l e p a r le milieu I
d a n s le s e n s d e sa l o n g u e u r , q u e s u r le c a n a l q u i l o n g e le c ô t é d e l ’o u e s t ; ils sorn l
e n p i e r r e e t d ’u n e s e u le a r c h e : il e h e x is te u n e v i n g t a in e ; a u c u n n ’e s t digne d e l
r e m a r q u e .- D a n s c e u x d e la v i lle l e p a r a p e t e s t t r è s - é l e v é , e t l ’o n n e p e u t v o ir nulle«
p a r t le c o u p - d ’oe il d u c a n a l; le s v o û t e s s o n t e n o g i v e .
L a la r g e u r m o y e n n e d e s d e u x c a n a u x e s t d e d i x m è t r e s ; l e p r e m i e r p ren d s o n
o r ig i n e d a n s l e p e t i t b r a s d u N i l e n f a c e d e l ’î l e d e R o u d a h , a u p i e d d u château®
d ’e a u d e l ’a q u e d u c , e t l e s e c o n d s o r t d u p r e m ie r . C e t aqueduc e s t d e s t in é à c o n d u irel
l ’e a u d u N i l à la c it a d e lle ; il e n t r e d a n s le K a ir e p a r la p o r t e d e Q a r â f e h , et arrive®
a u p r è s d e la c o u r d u p â c h â .
L e s palais d e s b e y s e t d e s k â c h e f s e t le s m a is o n s d e s p r e m ie r s c h e y k h s o u c h e f*
d e la r e l i g i o n , d e l ’a g h â , d é l ’o u â ly , d u c a d i e t d e s a u t r e s f o n c t io n n a i r e s , se dis®
t i n g u e n t , a u p r e m i e r a b o r d , d e s m a is o n s d e s s im p le s p a r t i c u li e r s , p a r u n e con s*
t r u c t io n m o i n s v i c i e u s e , u n a s p e c t p lu s o r n é , u n e p lu s g r a n d e é t e n d u e . L e rez-defl
c h a u s s é e e s t e n p ie r r e s d e t a i l l e , d o n t c h a q u e a ss is e e s t o r d i n a ir e m e n t pein te e n
r o u g e o u e n v e r t a lt e r n a t iv e m e n t . A u - d e s s u s e t à c h a q u e é t a g e , o n v o i t d e s b a lco n *
t r è s - s a illa n s , e n g r illa g e s o u b o is e r ie s , t r a v a illé s a u t o u r p lu s o u m o i n s artistem entB
I l s e r o i t t r o p l o n g e t m ê m e d if f ic ile d e d é c r i r e la d is t r ib u t io n in té rie u re d e *
maisons d u K a ir e ; il y e n a t r è s - p e u q u i s o i e n t d is t r ib u é e s r é g u liè r e m e n t ; les p iè c e *
d ’u n m ê m e a p p a r t e m e n t s o n t r a r e m e n t d e p l a in - p ie d ; il f a u t t o u jo u r s descendre!
o u m o n t e r q u e lq u e s m a r c h e s p o u r a lle r d e l ’u n e à l ’a u t r e . N o u s c it e r o n s dans l e *
g r a n d e s m a is o n s le mandar, g r a n d e s a lle o u v e r t e , a u p r e m i e r é t a g e , o ù le m a itr*
‘d o n n e s e s a u d ie n c e s e t d ’o ù i l v o i t t o u t c e q u i s e p a s s e d a n s la c o u r ; la g ra n d *
p i è c e a u r e z - d e - c h a u s s é e , e n f o rm e d e T , p a v é e e n m a r b r e , o r n é e a u cen tre d *
je t s d ’ e a u , g a r n ie d e d iv a n s o u la r g e s s o fa s ; le s a u v e n t s o u t o it s lé g e r s to u rn é s v e r *
l e n o r d , q u i f a c il it e n t l’i n t r o d u c t i o n d e s v e n t s d e la p a r t ie b o r é a le d a n s les c o rrid o r*
e t le s a p p a r t e m e n s d e la m a is o n ; le s c o u r s o r n é e s d e c o lo n n e s e n m a r b r e , &c.;-
e t s i l’o n j o i n t à c e la le s s a lle s d e b a in a u s si e n m a r b r e , le s ja r d in s s itu é s au -d elà d u !
p r i n c i p a l c o r p s d e l o g i s , a v e c d e s t r e ille s e t d e s b e r c e a u x o r n é s d ’u n e r ic h e vcgeta*
t i o n , d e s é c u r ie s b ie n e n t r e t e n u e s , e n f in u n g r a n d c o n c o u r s d e s e r v ite u r s p ourl
t o u s le s b e s o in s d u m a î t r e , o n a u r a u n e i d é e d e la c o m m o d i t é d e s h ab itation s et*
d u lu x e d e s r ic h e s . L e m o t d e palais e s t p e u t - ê t r e t r o p f a s t u e u x p o u r d istin g u e r le *
maisons d e s b e y s , d e s k â c h e f s e t d e s g r a n d s d u K a i r e ; m a is o n n e p e u t n ie r
qu’elles n e r é u n is s e n t t o u s le s g e n r e s d a g r é m e n t e t 'd e lu x e q u e le c l im a t d ’É g y p t é
peut a d m e t tr e .
La plupart des maisons du Kaire Ont deux ou trois étages ; on en trouve aussi
de quatre étages dans les quartiers les plus populeux: elles sont bâties en briques et
d’une couleur sombre à l’extérieur; au-dedans, les murailles sont souvent enduites
d’une belle couche de gypse d’un blanc éclatant, ou bien blanchies à la chaux. Les
balcons, les fenêtres et tous les jours sont fermés par des grillages très-serrés et
en boiseries, qui laissent entrer peu de lumière et maintiennent la fraîcheur;
L’intérieur est aussi orné de boiseries tournées où assemblées avec art.
L e château d u K a ir e o c c u p e l’a n g le s u d - e s t d e la v i l l e ; il e s t f o rm é d e tr o is
en ce in te s, el-Azab, el-Enhicharyeh, e t el-Qala'h ( o u c it a d e lle p r o p r e m e n t d it e ), t o u t e s
garnies d e f o r t e s t o u r s c r é n e lé e s . L e q u a r t ie r d e s A z a b s e s t d o m i n é p a r le c h â t e a u ;
mais le q u a r t ie r e l- E n k ic h a r y e h o u d e s J a n is s a ir e s e s t a u m ê m e n i v e a u . Q u o i q u e
très-su p érieu rs à la v i l l e , ils s o n t c o m m a n d é s p a r la m o n t a g n e A r a b i q u e p l a c é e
tout a u p r è s ( à t r o is c e n t s m è t r e s s e u le m e n t d e d is t a n c e ).
L a c it a d e lle a t o u jo u r s é t é , d e p u is la c o n q u ê t e d e S e ly m , la r é s id e n c e d u g o u verneur
d e l ’E g y p t e : m a is le s m o n u m e n s r em a r q u a b le s d o n t e lle é t o i t o r r t é e o n t
beau cou p s o u f f e r t d e s in ju r e s d u t e m p s . L e p a la is o u p l u t ô t la b e lle m o s q u é e
qu’o n a p p e lle c o m m u n é m e n t Divan de Joseph, e t q u i t i r e s o n n o m d u s u lta n
Y o u s e fS a la h e d - D y n ( le f a m e u x S a la d i n ) , e s t a b a n d o n n é e : m a is o n a d m ir e e n c o r e
ses g ra n d es e t b e lle s c o l o n n e s d e g r a n it a u n o m b r e d e t r e n t e d e u x , p r o v e n a n t sa n s
doute d e s r u in e s d e M e m p h is . L e p u its d e J o s e p h s e r t t o u jo u r s à s a d e s t in a t io n ;
sa p r o fo n d e u r t o t a le e s t d e p r è s d e t r o is c e n t s p ie d s - le f o n d e s t d e n i v e a u a v e c l é
Nil. L e s v o y a g e u r s o n t d é jà d é c r i t a v e c d é t a il l e p u it s e t le d iv a n d e J o s e p h ; n o u s
nous b o r n e r o n s i c i à r e n v o y e r a u x p la n c h e s d e l’o u v r a g e q u i l e u r s o n t c o n s a c r é e s ,
et qui r e c t if ie n t c e q u ’il p e u t y a v o i r d ’in e x a c t d a n s c e s d e s c r ip t io n s ( i ) .
A u t em p s d e l ’e x p é d i t i o n F r a n ç a is e , o n a v o i t e s s a y é d e r é g u la r is e r p lu s ie u r s
grandes r u e s d u K a i r e , e t d ’o u v r i r d e g r a n d e s c o m m u n ic a t i o n s e n c r e la c it a d e lle e t
les q u a rtiers d e la v i l l e ; o n a v o i t e n c o r e t r a c é d e s c h e m in s e n t r e l e K a ir e e t le f l e u v e ,
et p lan té d ’a r b r e s d e u x d e s' c ô t é s d e la p la c e E z b e k y e h . L e s F r a n ç a is a v o ie n t a u s s i
partagé le K a ir e e n h u it s e c t i o n s , s o u s la s u r v e ill a n c e d ’a u t a n t d e c o m m a n d a n s
(c’est d ’a p r è s c e t t e d is t r ib u t io n q u e le p la n d u K a ir e e s t d iv is é ( 2 ) , a in s i q u e s o n e x p
lica tio n ). C e t t e d i v i s i o n c o m m e n ç o i t à in t r o d u i r e u n e s u r v e ill a n c e e t u n e p o l ic e
salutaires d a n s d e s q u a r tie r s m a ls a in s e t in f e c t s , h a b ité s p a r u n e p o p u l a c e e n ta s s é e ;
p rin cip a lem e n t l e q u a r t ie r d e s J u if s , o ù le s r u e s s o n t e n c o r e p lu s é t r o it e s q u ’a i lleurs.
E n fin l’o n e n r e g is t r a it e x a c t e m e n t t o u s le s d é c è s , a v e c la d is t in c t i o n d e s s e x e s ,
pour a r r iv e r à c o n n o î t r e la m o r t a li t é : t o u t e s c e s a m é lio r a t io n s o n t d is p a r u a v e c
I a dm in is tra tio n F r a n ç a is e .
L a popdation d u K a ir e a p u ê t r e e s t im é e d e d e u x m a n iè r e s ; l ’u n e p a r le n o m b r e
(1) Selon Maqryzy, c’est l’eunuque Karakonch-Asa-di, l’un des émirs du sultan, qui a fait creuser ce puits
en 1176 de l’ère vulgaire. ( Relation d.’ A b d -A llâ tf , traduite par M. de Sacy, pag. 212.)
(2) Vojtei ci-après, page 589.