
L a f ê t e q u i a li e u a n n u e lle m e n t à l’o c c a s i o n d e la c o u p u r e d e la d ig u e d u canal!
d u K a i r e , e s t u n j o u r d ’a llé g r e s s e p u b liq u e .
L i n o n d a t i o n d u N i l a y a n t d e t o u t t em p s é t é c o n s id é r é e p a r le s Égyptiens|
c o m m e la s o u r c e d e le u r e x is t e n c e p h y s iq u e e t p o l i t i q u e , il n ’e s t p a s surprenant!
q u e l l e a it t o u j o u r s é t é c é lé b r é e a v e c u n n o u v e l e n t h o u s ia s m e ; c ’ e s t le moment!
o ù l e N i l p a r v i e n t a u t e rm e q u i c o n s t it u e ¡’a b o n d a n c e , q u i d é t e rm in e le jour d e l
c e t t e f ê t e s o le n n e lle .
Il f a u t q u e le s e a u x a i e n t a t t e in t a u M e q y â s d e R o u d a h u n t e rm e c o n n u , e t l
q u e le s c r ie u r s a ie n t a n n o n c é la c r u e d e 1 6 c o u d é e s e t p r o c la m é l’ottafà allait p o u l
q u e la c o u p u r e d e la d i g u e a it li e u ; c ’e s t là c e q u i c o n s t i t u e la f é t e e t l’o b je t de la l
c é r é m o n i e .
C e j o u r , l e p â c h â s e r e n d a v e c u n n o m b r e u x e t b r illa n t c o r t è g e à la p rise d’eau l
d u c a n a l , d a n s le k i o s q u e o u p a v i l l o n d e s t in é à c e t u s a g e e t a u p i e d du qu el est«
l a d i g u e a o u v r i r ; le s b e y s , e s c o r t é s d e s c o r p s d e M a m l o u k s d o n t s e c om p o s e™
le u r s m a is o n s m i l i t a i r e s , e t le s g r a n d s d u p a y s r a s s e m b lé s , y p a r a is s e n t a v e c luxe«
e t m a g n i f i c e n c e : d e s p a r t ic u lie r s e t u n p e u p l e im m e n s e a j o u t e n t à c e tte solen-B
n it é . D e s b a t e a u x é lé g a m m e n t p e i n t s e t d é c o r é s , o r n é s d ’é t o f f e s e t d e b an d erolesl
d e c o u le u r s b r illa n t e s e t v a r i é e s , le p a y s a g e e t la b e lle v é g é t a t io n d e l ’île d e Roudah J
f o r m e n t l e f o n d d u t a b le a u , e t t o u t c e t e n s e m b le p r o d u i t u n e f f e t tr è s - p itto r e s q u e «
m a is i l m a n q u e t o u jo u r s d a n s c e s f ê t e s c e q u i d a n s le s n ô t r e s , e n E u r o p e , en f a i»
l e c h a rm e e t a jo u t e à le u r é c la t ; o n s a it q u e , d a n s t o u s le s p a y s s o u m is a u jou g des; ■
m u s u lm a n s , le s f e m m e s , r e n f e rm é e s d a n s le s h a r e m s e t s o u s t r a it e s a u x regards des!'
h o m m e s , n e p r e n n e n t a u c u n e p a r t a u x fê t e s p u b liq u e s .
A u m o m e n t o ù 1 a g h â f a i t c o u p e r la d i g u e , le s t r o m p e t t e s s o n n e n t d e s fanfares»
l a i r r e t e n t i t d e s s o n s a ig u s e t d is c o r d a n s d e d iv e r s in s t r u m e n s ; d e s c r is bruyans des,
j o i e s e l e v e n t d e t o u t e s p a r t s ; l e b r u it d u c a n o n e t d e la m o u s q u e t e r ie se fait en-l
t e n d r e ; le s m o u v e m e n s d e la c a v a le r ie e t le s p e c t a c le d e c o s t u m e s infiniment»
r i c h e s e t v a r ie s d o n n e n t a c e t t e c é r é m o n i e u n a ir d e f é e r ie . L a b e a u t é d u ciel e »
la f r a î c h e u r p r o d u i t e p a r la c r u e a j o u t e n t à l’iv r e s s e g é n é r a le ; la f ê t e se prolong»
d a n s la n u i t , e t se t e rm in e p a r d e s f e u x d ’a r t i f i c e , d e s illu m in a t io n s , e t p a r tous le»
p la is ir s b r u y a n s q u e r i e n n e m o d è r e d a n s la c la s s e d u p e u p le .
L e s F r a n ç a is o n t f ê t é c e j o u r t r o is a n s c o n s é c u t i f s ; le p r o c è s - v e r b a l des grand»
o f f ic ie r s d u K a i r e , q u i c o n s t a t e la d e t t e d u m y r y p o u r l ’a n 8 , e s t p u b lié textuelle»
m e n t d a n s l e Courrier de l ’Égypte, n .° y o .
D e s h is t o r ie n s a ff irm e n t q u e le s É g y p t ie n s a v o i e n t c o u t u m e d e sa crifier une
pendant 1 expédition d Egypte, et qui depuis a rempli une tion , moins de constater un fait matériel et physique, queiy.
mission au Kaire, nous a dit qu’il avoit visité le Meqyâs, de consigner un fait miraculeux dû à la présence des?
et qu’il avoit remarqué qu’on avoit enlevé cette inscription Français.
pour lui en substituer une autre dans laquelle il a lu : Les Turcs avoient laissé subsister la date ( style Fran-
« Maigre tout ce qu’on a pu dire de la crue de cette année çais ) qui se trouve sur le dé au-dessus du chapiteau d(^|
» I2t 5, celle de l’année 1216, sous le commandement du la colonne, soit qu’ils n’y aient pas fait attention, soitM
»nouveau pacha, a ete beaucoup plus favorable.» que , cette date étant exprimée en lettres initiales etenH
II paroît que les T urc s nous avoient supposé l’inten- caractères Romains, ils n’en aient pas c o m p r i s le sens. ■
jeune fille a u N il t o u s le s a n s , o u a u m o in s d a n s le s t e m p s d e c a la m it é . Si l’h is t o ir e
ne p e rm e t p a s , e n e f f e t , d e d o u t e r q u e la p lu p a r t d e s p e u p le s n ’a ie n t im m o l é d e s
victim es h u m a in e s , o n s a it a u s s i q u e M o ï s e , d iv e r s lé g is la t e u r s e t p lu s ie u r s s o u verains
v o u lu r e n t a b o lir c e s s a c r if ic e s im p ie s . A m a s i s ( l ) , r o i d ’É g y p t e , o r d o n n a
qu’au lie u d h o m m e s o n o f f r i t s e u le m e n t d e s f ig u r e s h u m a in e s , e t c ’e s t p e u t - ê t r e
Je c e tte l o i q u e d a t e l 'a'rouseh, o u f i a n c é e d u N il.
Q u o i q u ’il e n s o i t d e s t e m p s o ù c e t t e c o u t u m e b a r b a r e e x i s t a , e t d e l ’é p o q u e
où e lle f u t a b o l i e e n Ê g y p t e , o n p e u t c r o i r e q u ’e lle n ’y a v o i t p a s lie u d u t e m p s
des G r e c s e t d e s R o m a in s ; c ’e s t a u m o i n s c e q u ’ o n p e u t c o n c l u r e d u s ile n c e d e s
auteurs L a t in s . C e p e n d a n t , q u e p e n s e r d e la l e t t r e q u e , p o s t é r i e u r e m e n t , le k h a ly f e
O’m ar é c r i v i t à A ’m r o u à c e s u je t ! c a r , s’il f a u t e n c r o i r e M u r t a d y , a u t e u r A r a b e ,
l’année q u e A ’m r o u f i t la c o n q u ê t e d e l ’É g y p t e , l e N i l a y a n t m a n q u é d e c r o î t r e d a n s
la saison a c c o u t u m é e , le s c h e f s d u p e u p l e v i n r e n t t r o u v e r c e c o n q u é r a n t , e t le
prièrent d e le u r p e rm e t t r e , s u iv a n t l’u s a g e a n t i q u e , d e p a r e r u n e j e u n e v i e r g e d e
riches v ê t e m e n s e t d e la j e t e r d a n s le f l e u v e : le g é n é r a l M a h o m é t a n s ’y o p p o s a
fo rtem en t. M a i s , la c r u e d u N i l n e s’é t a n t p a s f a it s e n t ir p e n d a n t le s t r o is m o is q u i
suivent le s o ls t ic e d ’é t é , le s É g y p t ie n s a la rm é s v i n r e n t le s o l l i c it e r d e n o u v e a u : il
écrivit jt O m a r p o u r lu i r e n d r e c o m p t e d e c e t é v é n e m e n t . L e k h a ly f e lu i r é p o n d i t :
« O A m r o u , j a p p r o u v e v o t r e c o n d u i t e e t la f e rm e t é q u e v o u s a v e z m o n t r é e ;
» la lo i M a h o m é t a n e d o i t a b o lir c e s c o u t u m e s b a r b a r e s . L o r s q u e v o u s a u r e z lu c e t t e
» le ttre , j e t e z d a n s l e f le u v e l e b i lle t q u ’e lle r e n f e rm e . »
A ’m r o u y t r o u v a c e s m o t s :
« Au. nom de Dieu, clément et miséricordieux. L e Seigneur répande sa bénédiction sur
» M ahom et et sur sa famille! A ’bd -A IIah -O ’m ar, fils de K hettâb, prince des fidèles, au N il:
» Si c’est ta propre vertu qui te fa it couler jusqu’à nos jours en Égypte, suspends ton cours ; mais
» si c est par la volonté de Dieu tout-puissant que tu l'arroses de tes eaux, nous le supplions de
» t’ordonner de les répandre encore. L a paix soit avec le Prophète! le salut et Ta bénédiction
» reposent sur sa fiunifle ! »
A u s s it ô t, c o n t in u e l’h i s t o r i e n , le s e a u x m o n t è r e n t d e p lu s ie u r s c o u d é e s ( 2 ) .
O n a r e fu s é d ’a jo u t e r e n t i è r e m e n t f o i à c e t u s a g e d e s É g y p t i e n s , p a r c e q u ’il e s t
possible q u e q u e lq u e s é c r iv a in s a i e n t é t é in d u it s e n e r r e u r s u r u n u s a g e e n c o r e
existant, q u i l s l ’a ie n t m a l i n t e r p r é t é , c o m m e n ’e n a y a n t p a s é t é t é m o i n s , e t e n f in
<[uils a ie n t é t é m a l c o m p r is e u x -m ê m e s p a r le s t r a d u c t e u r s ; o n a p e n s é q u e c e p r é tendu
s a c r ific e a p o u r o r ig i n e le f a it s u iv a n t .
T o u s le s a n s , à l’é p o q u e d u c u r e m e n t d u k h a l y g , à s a p r is e d ’e a u p r è s d u migty
ou a q u e d u c , o n la is s e u n t é m o i n , q u i p e u t - ê t r e , d a n s l e p r i n c i p e , a s e r v i à c o n s
tater la h a u t e u r d u d é b la i ( 3 ) . C e t é m o i n , a u q u e l o n d o n n e le n o m A’e l-a’rouseh
(1) Amasis, qui devînt possesseur de i’Égypte après sables et du limon que les eaux du fleuve accumulent par
^mort dApries ( 569 ans avant J. C. ), porta sur le l’effet des remous à l’entrée du canal, est de forme
trône un esprit philosophique et très-sage : son règne, qui conique et de 9 à 10 pieds de hauteur; on le couronne de
lira quarante années, fut marqué par beaucoup d’insti- gazon et de fleurs; on le peint en blanc; on lui donne le
tntions utiles; ce fut dans ce temps que Pythagore alla nom d’el-a'rouseh [la fiancée]. A peu de distance et
visiter l’Egypte. au pied des digues du canal, on trouve encore quelques
(2) Savary, Lettres sur VÊgypte, tom. I.cr, page 112, B. fragmens de colonne que l’on peint en blanc, et dont la
(3) Ce témoin, qu’on laisse au centre du déblai des forme répond à celle de la colonne du Meqyâs; et comme
È. M . TOME I I , 2« partie. B b b b 2