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2 2 8 F L O R E D l ^ C Y P T E .
Cet arljre est t o u j o u r s d e v e n u de plus en plus rare en Eg y p t e d e p u i s les
R o m a i n s , qui a v o i e n t fait u n e l o i p o u r (ju'on ne le c o u p â t p o i n t ( i ) .
L e n o m de /¿¿>id-/i e s t d o n n e v u l g a i r eme n t en E g y p t e à un arhre nouveau
c[ui est ÏAoïda Lebbck de l ' Inde ; le Ichakli d e s Q o b t e s , ou a n c i e n p e r s é a , appelt
aujourd'hui hc^l y^, n'a t t é r e t r o u v e «¡ue d a n s i r è s -peu de jardins appa r t enant à
d e s g o u v e r n e u r s du pa y s , ou à q u e l q u e s c ommu n a u t é s r e l i g i eus e s .
L e p e r s é a , o r i g i n a i r e d ' É t h i o p i e , s u i v a n t D i o d o r e de S i c i l e , c r o i s s o i t princip
a l e m e n t dans la h a u t e Eg y p t e .
L e n o m e T h é b a ï q u e p r o d u i s o i t , à p l u s d e t roi s c e n t s s t ade s du N i l , beaucoup
d e p e r s c a s ( 2 ) et de g ommi e r s é p i n e u x , ar ros é s par d e s s o u r c e s , et t i on par le
N i l . C' e s t d a n s la h a u t e Eg y p t e , s u i v a n t les aut eur s Ar a b e s , q u e se t r o u v e le léhakli,
e t L i p p i n o u s r e p r é s e n t e le m ê m e arbre s o u s le n o m dV/^'/'/w/«/[heglyg] , croissant
d ' a b o rd dans u n e oasis au pays d ' e l -Ou a h , et p l u s a b o n d a n t e n s u i t e dans la
N u b i e .
A v i c e n n e n'a fai t me n t i o n du l éLakh qu' en t r adui s ant u n e p a r t i e de l'article
d e D i o s c o r i d e sur le pe r s é a . Plus i eur s é c r i v a i n s Ar a b e s d o n n e n t : la description
d u l é b a k h , d o n t il est f a c i l e de saisir l e s r e s s emb l a n c e s a v e c le p e r s é a , ma l g r é le;
d i v e r s e s i n c o r r e c t i o n s de l eur s é c r i t s s o u v e n t mê l é s de fables.
« L e f rui t du l é b a k h , é c r i t Ab d - a l l a t i f ( 3 ) , e s t du v o i imi e d ' u n e g r o s s e datte
qui n' e s t p a s e n c o r e m u r e , et lui r e s s emb l e p o u r la c o u l e u r , si ce n' e s t qu'il est
» d'un v e r t p l u s f o n c é , par e i l à c e l u i de la p i e r r e à aigui s e r . T a n t q u e ce fruii
» e s t v e r t , il a u n e s a v e u r s t y p t i q u e , c o m m e la d a t t e v e r t e ; ma i s , q u a n d il e s t nu:r,
n il d e v i e n t a g r é abl e et d o u x , et p r e n d u n e qua l i t é v i sque i i s e . S o n n o ) a u rcs-
» s emb l e à c e l u i de la p r u n e , ou à l ' int é r i eur du frui t de l ' ama n d i e r : il est «I'iid
» b l a n c t i rant sur le g r i s ; il se cas s e a i s éme n t , et c o n t i e n t u n e ama n d e d o n t la
» cha i r o f f r e au g o û t u n e ame r t ume b i e n s ens ibl e .
« Ce f rui t est rgre et c h e r , car l e s arbres qui le p o r t e n t s o n t en p e t i t nombre
M d a n s le pays : l e b o i s du l é b a k h est e x c e l l e n t , d u r , c o u l e u r de v i n et n o i r ; il
» e s t d'un g r a n d prix. On s e r t en E g y p t e le l é b a k h a v e c le de s s e r t et l e s fruits
» S o y o u r y (4) dit q u e le l é b a k h e s t un frui t d e la g r o s s e u r de l ' ama n d e verte.
» ma i s qui en d i f f è r e en ce q u e la pa r t i e du f rui t qui se ma n g e est la p u l p e ou
» b r o u e x t é r i eur . Le bo i s du l é b a k h , s u i v a n t le j n ême a u t e u r , e s t plus b e a u que
» l ' ébéni e r Gr e c . »
A b o u - H a n y f a h D y n o u r y (5) par l e du l é b a k h c o m m e d'un arbre du S a ' y d . e tmcme
c o m m e d'un arbre pa r t i cul i e r aux e n v i r o n s d'F.ns iné .
L'auteu r d ' u n e n o t e qui se lit à la ma r g e du ma n u s c r i t Ar a b e de D i o s c o r i d e dit:
« L a f e u i l l e du l é b a k h r e s s emb l e à la f e u i l l e d e l ' abr i c o t i e r (6) p o u r la grandeur et
» la f o r m e , s i n o n qu' e l l e est j)lus lisse et tire un p e u sur le bl anc . L e f rui t du Icbakli
j> a p p r o c h e , p o u r la c o u l e u r et la g r o s s e u r , de c e l ui du c;l])rier, en r e t ranchant le
(1) Cod. Justin, lib. XI, tit. 77, lot
édit.de Paris,
(2) Thcophraîi. Hm, phnl. lib. IV, c
{3} Trad, de M. de Sacy, pag. 17.
(4) Extrait des noi
Sacy, 62. et 6j.
(j) Ihid. pag. H.
{6}J('IJ. pag. 55.
;r Abd-allaiif, trad, de M-di
P L A N T E S G R A V É E S .
„ p é d o n c u l e de ce d e r n i e r : c e frui t r e n f c n n e un n o y a u de la g r o s s e u r d ' u n e pi s -
» tache, un p e u a l o n g é ; d est d o u x , et on le ma n g e .
„ Suivant T h é o p h r a s t e ( , ) . le f rui t du p c r . é a est de ia g r o s s e u r d ' u n e p o i r e (2)
„ alongé , f o rme c o m m e u n e ama n d e ; sa c o u l e u r e s t v e r t e ; il c o n t i e n t un n o y a u
„ q u i r e s s embl e à c e l ui du Doum ( 3 ) . e x c e p t é qu'il esc b e a u c o u p plus anou et
„ plus p e t i t : sa c h a i r e s t b o n n e et très d o u c e , et ne fai t p o i n t de ma l q u o i a u e
„ l'on en ma n g e b e a u c o u p . Ce t arbre r e s s emb l e au p o i r i e r , ma i s g a r d e t ouj our s
„ s e s f e u i l l e s , t andi s q u e le p o i r i e r í e s p e r d ; il po t i s s e a b o n d amme n t de l o n g u e s
„ et for t e s r a c ine s . S o n b o i s e s t be au et s o l i d e ; on en fait d e s s t a t u e s , de pe t i t s
„ lits et d e s tables. « ' ^
L e fruit di , p e r s e a et c e l u i <Ie l'Iieglyg o n t i u n a v e c l a t u r e t r o p d a n a l o r i e
par la forme et la c o u l c i i r , p o u r q u e l 'on ne r c c o n n o i s s e pas d a n s t ous d e u v le
fruit d'un m ê m e arbre.
La t r adi t i on d e s o u v r a g e s A r a t e s d a n s l e sque l s le m o t liUh d e v i e n t s y n o -
nyme de c e l u i de prníu, c o m m e t ous l e s v o c ahul a i r e s l ' a dme t t e n t . e s t u n e i.rdicalioii
authent rque de l'arbre autpiel d o i t se r a p p o r t e r ce qui e s t d i t du p e r s e a par
les anc i ens . ^
^ C o m m e il est s o u v e n t q u e s t i o n du p e r s e a dans l 'hi s toi r e de l 'Ég y p t e , b e a u c o u p
d'auteurs se s o n t o c c u p e s de r e c h e r c h e r que l p o u v o i t ê t r e c e t arbre : l 'Éc lus e (A a
prétendu q u e le pe r sda ¿ t o i t l ' e s p è c e de laurie r a p p e l é e » . w W ( j ) aux An t i l l e s -
et cet arbre d A m é r i q u e , qui n'a jamai s e x i s t é en E g y p t e , a é t é l o n g - t emp s r e g a r d é
comme le pe r s éa.
M. S c h r c b e r ( 6 ) , p r o f e s s e u r à l 'uni v e r s i t é d 'Er l a n g , a fait v a l o i r u n e o p i n i o n
différente en c h e r c h a n t à a p p l i q u e r la d e s c r i p t i o n de l ' anc i en p e r s é a à un arbre
Je I Eg y p t e m o d e r n e ; il a d o n n é p o u r le p e r s é a le S e b e s t e n d e s A r a b e s qu'il a
confondu a v e c le l é b a k h : ma i s l e s Ar a b e s d i s t i n g u e n t le s e b e s t e n du l é b a k h et
décrivent c e s d e u x arbres.
M, de Sacy a mi s ho r s de d o u t e l ' ident i t é du l é b a k h et du p e r s é a , et a p r o u v é
.|uc le s e b e s t e n n ' é t o i t p o i n t le pe r s é a . Je me sui s b o r n é , p o u r é c l a i r e i r d é f i n i -
uvement c e t t e q u e s t i o n , à t â c h e r de p r o u v e r q u e le ba l ani t e s e s t le l é b a k h o t .
persea, qui s emb l o i t ê t r e di spa ru de l 'Ég j pt e .
ExpUaiùon île lu PLinche 2 S , Fi^. i.
{\)Hm.plant. lih.
{2) La poire i-st m
des poires exirimempi
nicridionatix.
: qui
, p.ng. 2«6.
varii; beaucoup; il y a
lur-toui dans les pays
(3) J'admeis dans cette tradiiction
proposée par RoU, Constantin dans se
Grec, et qui est imprimée en marge du
?^"i»e.édir.deBo,l. à Si^pel.Cme
Dictionna
cxie de Théoisubstituele
mot T.>iKif*K>'n,cudpomuni, ice]aiiieKex!aJ/.ii,MY,prunum.
Il en résulte que ce n'est pas au noyau de la prune, mais
à celui beaucoup plus gros, tout-à-fait dur et corné, du
Doumou paimierdela 7 hébaide,queThiophraste aurait
comparé le noyau du perséa.
(4) Clus. R.ir.plant. Hist. l, pag. 3.
(5) Lamarck, D'ut, encycl. 3, pag. 449.
(6) Di Pirsea Commenl. I à iv.
i y
iijí, iH I